O Mi 11 é um celular top de linha da Xiaomi que chegou ao Brasil em junho de 2021. O modelo oferece excelente ficha técnica e se destaca pelo conjunto de câmeras, que promete uma experiência cinematográfica. Na China, o smartphone é um grande sucesso e vendeu um milhão de unidades com apenas 21 dias de lançamento, na ocasião em que foi anunciado.

Aqui no Brasil, porém, ele custa bem caro, a partir de R$ 9.199,99 na loja da oficial. Por isso, muitas pessoas podem se questionar se vale a pena comprar o aparelho. Eu testei o Xiaomi Mi 11 por uma semana e te mostro quais são os destaques do celular a seguir. Já adianto que ele tem um conjunto bem completo, para ninguém colocar defeito. Confira outros detalhes no nosso review em 1 minuto:

Vale ressaltar que o aparelho está disponível em diferentes versões, como Mi 11 Lite e Mi 11 Ultra. Entretanto, este texto trata apenas do modelo convencional, o Mi 11.

Design com bordas curvas

O Xiaomi Mi 11 tem design digno de um smartphone premium. Com acabamento em metal, o modelo se destaca pelas bordas curvas, que ajudam a deixá-lo bem fino e tornam a pegada mais confortável.

A parte frontal é feita em uma peça única de vidro, e a Xiaomi promete um design resistente a quedas e arranhões, graças à proteção Gorilla Glass Victus. Os botões laterais são bem discretos e ajudam a compor um visual elegante e bonito.

Além disso, assim como outros aparelhos da Xiaomi, o Mi 11 vem com capinha de silicone e película de vidro, que já vem aplicada ao display. Os acessórios são ótimos, porque ajudam a proteger o smartphone. Em relação às cores, o modelo está disponível nas cores azul, branco e cinza.

Design com bordas curvas melhora a ergonomia do Mi 11 (Foto: Mosaico)

Tela de qualidade excepcional

Todo mundo espera uma tela de alta qualidade em um smartphone premium, mas o Mi 11 supera todas as expectativas. O smartphone tem um display de 6,81 polegadas, que é grande e ótimo para consumir diferentes conteúdos. O painel é do tipo AMOLED Quad-Curve DotDisplay, que garante cores nítidas e alto nível de brilho.

Em relação à resolução, a tela do Xiaomi MI 11 é Quad HD (3200 x 1440 pixels). Essa qualidade é quatro vezes maior do que o Full HD e pouco encontrada até em aparelhos tops de linha. Além disso, o aparelho exibe 1,07 bilhões de cores. Por isso, tende a retratar as cores reais com maior precisão.

Para completar o pacote, o smartphone oferece taxa de atualização de 120 Hz. Graças a ela, as imagens atualizam mais rápido no display, com transições mais fluidas. Outro ponto positivo é que o telefone ajusta automaticamente a resolução do conteúdo exibido para que ele tenha a melhor qualidade possível.

Ou seja, a experiência com a tela do smartphone é muito boa, seja para assistir a filmes, jogar ou apenas navegar na internet no dia a dia. O aparelho oferece uma qualidade acima da média, até mesmo entre os aparelhos premium. As bordas curvas ainda ajudam a dar uma sensação maior de imersão. Aliás, vale ressaltar que o celular recebeu a classificação A+ da DisplayMate, o que indica que a tela tem alta qualidade.

Não posso deixar de citar também o recurso Always On. Com ele, o display fica ativo a todo tempo, exibindo diferentes itens, como a hora ou uma frase personalizada. Essa não é uma exclusividade do Mi 11, mas é um ferramenta interessante, com diferentes possibilidades de customização.

Por fim, também vale mencionar que o leitor de impressões digitais do Xiaomi Mi 11 fica embutido na tela. Assim, o sensor não causa nenhuma interferência no visual do aparelho, o que aconteceria se ele estivesse na traseira ou na lateral, por exemplo. Na prática, o leitor é bem eficiente e desbloqueia o celular rapidamente. Além disso, ainda oferece monitoramento de frequência cardíaca, um recurso bem interessante.

Detalhe das bordas curvas do Mi 11 (Foto: Mosaico)

Câmera de cinema

A Xiaomi promete uma experiência cinematográfica com o Mi 11 e, de fato, a câmera é um dos grandes destaques do aparelho. O smartphone vem com um conjunto traseiro triplo. Sua câmera principal tem lente wide, sensor de 108 MP e estabilização óptica. Há ainda uma ultra-wide de 13 MP, que permite capturar ângulos mais abertos, e uma telemacro de 5 MP, que ajuda a capturar detalhes, mesmo que o objeto esteja longe.

Já na câmera frontal, são 20 MP, que proporcionam selfies nítidas e ricas em detalhes, até mesmo à noite.

Só pelo conjunto de hardware poderoso, já dá para esperar excelentes fotos com o celular. Para melhorar ainda mais, a Xiaomi também investiu em um software rico em recursos, que oferece diversas possibilidades. Aliás, o Mi 11 é ótimo para produtores de conteúdo. Ele tem várias funções para fotografia e também para gravação de vídeos.

O modo Cinema IA, por exemplo, utiliza inteligência artificial para deixar suas gravações dignas de cinema. Entre suas ferramentas estão congelamento de tempo, zoom mágico, disparo lente e time-lapse noturno. O smartphone também permite adicionar filtros de vídeo cinematográficos para definir o tom dos gravações e fazer edições posteriores. É só usar a criatividade e aproveitar todas as funcionalidades.

Além disso, no modo Pro, você pode controlar diversos recursos, como foco, exposição, balanço de branco, velocidade do obturador e ISO, entre outros. Para que os vídeos e fotos feitos à noite, fiquem nítidos e claros, o aparelho ainda oferece tecnologia HDR10+.

Durante meu período de testes com o smartphone, sempre tive boas surpresas com o app de câmera. A cada vez que abria o aplicativo, descobria novos recursos para explorar.

Xiaomi Mi 11 tem conjunto traseiro triplo com sensor principal de 108 MP (Foto: Mosaico)

Ótimo desempenho

Quem procura por desempenho veloz e sem travamentos vai encontrar no Xiaomi Mi 11 uma ótima opção de smartphone. O celular vem com processador Snapdragon 888, um dos mais avançados da Qualcomm. Ele é construído no formato 5 nm e tem oito núcleos, com velocidade de até 2,84 GHz.

O chipset trabalha com 8 GB de memória RAM, quantidade suficiente para garantir ótima performance em diferentes tarefas. Na prática, o Mi 11 roda qualquer aplicativo ou jogo com eficiência. Em nossos testes, o aparelho não apresentou travamentos, nem qualquer outro problema relacionado à performance. Aliás, o celular executou bem multitarefas e até mesmo jogos mais pesados.

Em relação ao armazenamento, o Xiaomi Mi 11 oferece 256 GB de memória interna. Esse valor é suficiente para a maioria dos usuários. Você conseguirá guardar diversas fotos, aplicativos e outros arquivos. Entretanto, é preciso ressaltar que o aparelho não oferece slot para cartão de memória. Ou seja, não é possível expandir o armazenamento.

Além disso, o Xiaomi Mi 11 ainda vem com um sistema de dissipação de calor chamado LiquidCool. O recurso ajuda a realizar tarefas que exigem alto desempenho, como jogos pesados, sem esquentar. No entanto, em nossos testes, ele não se mostrou muito eficiente. O aparelho esquentou algumas vezes enquanto realizava tarefas mais pesadas. Isso não chega a causar incômodos durante o uso, mas vale deixar avisado aqui.

Mi 11 vem com processador avançado e oferece alto desempenho (Foto: Mosaico)

Som da Harman Kardon

É comum encontrar um sistema de áudio estéreo em celulares premium. Contudo, a Xiaomi foi além e fez uma parceria com a Harman Kardon para melhorar a acústica dos alto-falantes do Mi 11. Quem conhece um pouco desse mercado sabe que a Harman Kardon é referência no ramo.

Por isso, você pode esperar alta qualidade de áudio no smartphone. A experiência é muito boa para ouvir músicas, com som áudio equilibrado e volume alto. Em jogos e filmes, o aparelho oferece uma sensação de imersão. Além disso, o Mi 11 tem as certificações Hi-RES de qualidade sonora e áudio sem fio.

Bateria que carrega rápido

Um celular top de linha com tantos recursos tem que ter uma bateria poderosa o suficiente para aguentar um dia de uso, certo? E o Xiaomi Mi 11 também se destaca nesse quesito. O modelo vem com um componente de 4.600 mAh.

Essa não é uma quantidade tão alta, principalmente, se comparada a outros modelos, até mesmo da própria Xiaomi. Entretanto, o conjunto do aparelho, incluindo o processador e a tela, colabora para que ele ofereça uma boa autonomia. Por isso, na prática, dá para alcançar um dia inteiro de autonomia com o smartphone.

O ponto de destaque da bateria, contudo, é o carregamento rápido. O smartphone vem com um carregador de 55 W e atinge 100% da carga em cerca de 45 minutos. É um tempo muito rápido e excelente para os padrões atuais. Além disso, ele conta com carregamento sem fio de 50 W, que promete atingir 100% em apenas 53 minutos. Por fim, o Mi 11 ainda oferece carregamento reverso e pode ceder bateria para outros dispositivos.

Acessórios que acompanham o Mi 11, incluindo carregador rápido (Foto: Mosaico)

Conectividade

Também não podemos deixar de citar a conectividade como um ponto positivo do Xiaomi Mi 11. O smartphone é compatível com internet 5G, que deve chegar ao Brasil em 2022. Assim, os donos do celular já terão acesso à tecnologia logo que ela começar a funcionar por aqui.

Além disso, ele vem com Wi-Fi 6, que oferece uma conexão mais veloz, e Bluetooth 5.2, que permite conectar dois fones ou caixas de som simultaneamente. Outro diferencial, que costuma vir apenas nos aparelhos da Xiaomi, é o sensor infravermelho. Com a tecnologia, você pode utilizar o smartphone para trocar de canal na televisão. Vale ressaltar também que o Mi 11 é dual chip.

Conclusão: Mi 11 vale a pena?

Depois de tantos destaques, chegamos ao ponto crucial para determinar se o Xiaomi Mi 11 vale a pena: o preço. Como disse no início do texto, ele é vendido na loja da Xiaomi por R$ 9.199,99, chegando a custar R$ 9.999,99, em compras parceladas. No e-commerce, ele não é encontrado com tanta facilidade, mas dá para achar em algumas lojas por cerca de R$ 5.800 (preço coletado em 02/12/2021).

O smartphone é excelente em praticamente todos os pontos. Entretanto, seu valor é bastante alto, mesmo para um aparelho top de linha. Por isso, para decidir se a compra realmente vale a pena, é preciso entender o seu perfil de uso e analisar o quanto você está disposto a gastar em um smartphone.

Pessoalmente falando, o ponto que mais me pegou em relação ao Xiaomi Mi 11 foi justamente o preço. Mas não estou falando isso porque ele é caro e, sim, porque esse valor está muito acima dos modelos rivais à venda no Brasil. É comum o smartphone chegar por um preço muito alto e ter uma queda logo após alguns meses, principalmente, no e-commerce. Isso aconteceu com as linhas Galaxy S21 e Motorola Edge 20, que estão no mesmo nível da família Mi 11 da Xiaomi. Entretanto, com o Mi 11, mesmo com a queda, ele continua bem caro.

No meu caso, eu não compraria o Mi 11, porque acredito que posso encontrar os recursos e funcionalidades que ele oferece em outros tops de linha com preços mais baixos, na casa dos R$ 4 mil, como o Galaxy S21 Plus. Outra ótima opção é o Motorola Edge 20 Pro, que já está mais barato ainda, saindo por R$ 3.400. Para quem prefere aparelhos Apple, a linha iPhone 12 também tem boas opções por valores semelhantes aos do Mi 11.

Aqui, é uma questão colocar na balança o que você precisa em um celular e o quanto você está disposto a gastar nele. Se você achar que vale a pena pagar quase R$ 6 mil no Mi 11, estará levando um ótimo smartphone para casa, sem dúvidas. Entretanto, se você é como eu e prefere uma opção mais em conta, dá para encontrar excelentes aparelhos premium de outras marcas por preços mais baixos.

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