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Review: Watch Dogs 2

Nova sequência da Ubisoft cria um mundo aberto bem mais interessante, com jogabilidade divertida e permite hackear tudo e todos em São Francisco

  • Por: Renan FrizzoRenan Frizzo23/11/2016
  • 23/11/2016

A premissa lembra muito o seriado Mr. Robot. Uma grande corporação detém milhões de informações e, de certa forma, controla e sabe de tudo o que as pessoas fazem. Por isso, um grupo de hackers, aqui chamado DedSec, planeja uma vingança para acabar com a versão 2.0 do ctOS, um sistema operacional comandado pela Corporação Blume. Você assume o papel de Marcus Holloway e promove uma série de ataques virtuais para que o grupo obtenha mais seguidores e ganhe força para destruir a gigante da tecnologia. Esse é o plot principal de Watch Dogs 2 e nossa análise você confere nos parágrafos abaixo.

São Francisco está muito bonita

O que dá para notar logo de cara é como a Ubisoft caprichou nos detalhes ao recriar a cidade de São Francisco (e um pedacinho de Oakland também). Os gráficos bem bonitos refletem bem a cidade como ela é. Pontos turísticos como o Pier 39, o Vale do Silício, a bela Golden Gate, a sinuosa Lombard Street e até o ginásio do Golden State Warriors, sem o nome oficial do time, obviamente.

Quanto aos gráficos, num primeiro momento achamos que o game estava um pouco abaixo do que esperávamos, mas com pouco tempo de jogo julgamos que estávamos muito criteriosos. Como nada é licenciado no game, carros são genéricos, mas você consegue dizer qual é a marca do possante. Os personagens principais são bem caracterizados, sendo que você pode personalizar o Marcus, vestindo com diferentes estilos, desde skatista até um homem sério de negócios.

E a cidade é bem viva, com muitas pessoas circulando e fazendo suas tarefas, independentemente do que você esteja planejando. E algumas vezes elas se assustam com uma simples brecada. Os reflexos, as texturas estão bem melhores do que na primeira versão, o que deixa a imersão ainda maior.

Uma trama mais leve e jogabilidade aprimorada

Se no 1 Watch Dogs o personagem principal era movido por vingança, agora temos o bom humor de Marcus e de toda sua equipe em busca de derrubar o grande grupo que detém informações sobre toda a população. Eles querem ser os heróis da nação ao impedir que o sistema continue a fiscalizar tudo o que eles fazem. Alguns acham meio contraditório o fato de estar lutando contra o sistema e poder matar e roubar dinheiro dos pobres cidadãos. Mas, gente, nesse tipo de game de mundo aberto, a zueira é divertida. É errado? Sim, mas se a Ubisoft não fizesse isso, o game nem teria chance perto do seu maior rival, o GTA V. E olha que nem vamos comparar os dois jogos, viu?

Na hora da ação, já podemos notar algumas melhoras. A começar dos carros, que agora estão com a dirigibilidade melhorada e cada modelo tem um estilo de direção. Hackear nunca foi tão divertido. Basicamente tudo é corrompível, desde celulares, computadores, até portões, semáforos, guindastes e quadros de energia.

E pra fazer isso, o jogador pode adicionar power-ups a fim de gerar distrações ou até mesmo controlar devices alheios de qualquer pessoa. Por exemplo, é possível gerar ruídos em ligações de civis que estão ligando para a polícia ou quando você precisa distraí-los para fazer alguma invasão. Também dá para gerar evidências falsas e enviar a polícia para prender o cara. Ou então, você envia a localização dizendo que encontrou o traidor de uma gangue. Os bandidos chegam descendo bala no pobre coitado. Nesse modo, você decide seu estilo de jogo, se utilizará ações furtivas, se será especialista em hacks de objetos ou se usará armas de fogo pesada.

Outra duas coisas que ajudam são o Jumper, um carrinho de controle remoto, e um Drone. Os aparelhos são ótimos amigos para acessar locais de difícil acesso e ainda podem controlar outros dispositivos, assim como o protagonista. Claro que pequenos bugs são notados durante a jogatina, mas nada que atrapalhe a jogabilidade.

Missões variadas e divertidas

Como um bom hacker, tudo é feito pelo celular ou pelo notebook. Mas para selecionar as missões, é preciso abrir o celular e escolher entre as três opções possíveis: principal, secundária e co-op online. E todas elas são bem variáveis, ou seja, dificilmente você irá enjoar de tanta coisa que tem para fazer no game. Invasões, rastrear dados de alvos, corridas de kart e drone e até tirar fotos. A cidade dá muitas opções do que você pode fazer.

No multiplayer online, o mapa é o mesmo da campanha single-player, mas você conta com a ajuda de um amigo ou desconhecido para completar a tarefa. Dá para se unir a polícia em busca de capturar hackers ou vice-versa. Uma espécie de pega-pega.

Conclusão

Não tem como comparar com GTA V, mas prometo deixar isso de lado. Se você gosta de games de mundo aberto, onde você pode fazer o que você quiser, Watch Dogs 2 é uma grata opção, e ainda traz o atrativo hacker, coisa que o rival da Rockstar não possui (é, não consegui não comparar).

A mecânica ficou melhor, os recursos tecnológicos ficaram mais avançados, os carros melhoraram a dirigibilidade, a história e os personagens são mais carismáticos, a cidade é viva e a diversão está garantida com uma diversidade de missões. Alguns bugs podem até surgir, mas isso não irá atrapalhar a experiência final.

(O jogo foi cedido gentilmente pela Ubisoft para realização do testes)

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