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Moto X Style x Moto Z: vale a pena o upgrade?

Com a chegada do novo topo de linha da Lenovo, será que a troca se faz necessária ou é possível continuar com o modelo anterior?

  • Por: Renan FrizzoRenan Frizzo07/10/2016
  • 07/10/2016

Pouco mais de 1 ano após o lançamento do Moto X Style, a Lenovo renovou sua linha de smartphones topo de linha com a chegada do Moto Z, que traz como principal novidade a presença dos Moto Snaps, acessórios modulares que se conectam por imãs na parte traseira e adicionam funções interessantes. Claro que os usuários que não possuem nenhum dos dois, o mais indicado sempre é partir para o modelo mais novo. Mas se você já tem o X Style, será que vale a pena trocar pelo Moto Z, ou o X Style ainda faz bonito? É o que vamos descobrir a seguir.

Desempenho

Fica claro que um ano após o lançamento de um smartphone, é de se esperar processador mais poderosos e maior quantidade de memória RAM e chip gráfico mais apurado. No X Style, o processador hexa-core Snapdragon 808, os 3 GB de RAM e a GPU Adreno 418 dão conta das mais pesadas tarefas. Os jogos mais pesados demoraram só um pouco para abrir, mas não nos incomodou.

Já o Moto Z oferece um Snapdragon 820 quad-core com 4 GB de RAM e GPU Adreno 530. Em nossos testes, o aparelho não sofreu com nenhum aplicativo e nos jogos reproduziu os gráficos em seu máximo. A multitarefa também foi favorecida e, mesmo com muitos programas abertos, a navegação e transição entre eles é bastante tranquila.

Mas é bom deixar claro que, independente da necessidade, ambos os modelos devem atender bem suas expectativas.

Armazenamento e extras

Ambos dual-chip 4G, o Style leva vantagem por poder usar os dois chips mais o cartão microSD ao mesmo tempo. No Moto Z, o slot é compartilhado. Ou seja, usa dois chips ou um chip e o micro SD. Na capacidade de armazenamento, o mais velho possui 32 GB (mais 128 GB via micro SD), enquanto o mais novo traz 64 GB (com microSD suportando até 2 TB).

Mas o grande diferencial do Moto Z em relação ao seu antecessor é mesmo os Moto Snaps, acessórios modulares acoplados na traseira do aparelho. Com eles, o celular ganha recursos extras de maneira bem simples e rápida, sem necessitar de instalação. O usuário pode utilizar uma bateria, uma caixa de som JBL, um projetor ou uma câmera com 10x de zoom óptico e comandos manuais. Além disso, um leitor de impressões digitais está presente e o conector agora é USB-C.

O Moto Tela, com as notificações, e Moto Ações, para ativar lanterna e câmera, por exemplo, estão presentes nos dois modelos.

Tela e design

O Moto X Style traz a tela ligeiramente maior, com 5,7 polegadas, contra 5,5 polegadas do Moto Z e as resoluções são as mesmas (Quad HD). Até aí, tudo bem. A grande diferença a favor do Moto Z é a tecnologia Super AMOLED, que oferece melhor contraste, cores mais vivas e um preto mais intenso, pois aqui a iluminação de cada pixel é controlada individualmente. Já no IPS do X Style existe um painel que permanece ligado o tempo, consumindo mais energia. A qualidade também é boa, mas inferior a de seu rival.

O quesito design é muito pessoal, mas não há como negar a beleza do Moto Z. Com bordas em alumínio e traseira em aço inoxidável, são apenas 5,2 milímetros de espessura, tornando-o (até o momento) o smartphone premium mais fino do mundo. E as 136 gramas não incomodam durante o manuseio. Pena que a câmera fica saltada para fora do corpo. Ah, e não tem mais P2 para fone de ouvido. Pelo menos, um adaptador acompanha a embalagem.

Já no X Style, a traseira curva de silicone texturizada e o entorno de metal também agradam. Só que esse modelo não é tão delicado assim. São 11 milímetros de espessura e o peso é de 179 gramas. Mas nenhum deles atrapalha a usabilidade.

Câmeras

A Lenovo (antiga Motorola) nunca teve como ponto forte produzir excelentes câmeras. Mas no Moto X Style e no Moto Z ela deu uma caprichada.

No primeiro celular, o sensor principal possui 21 MP, traz abertura de f/2.0 e estabilização óptica. Em locais bem iluminados, os cliques ficam bacanas e o flash duplo dá conta do recado quando há maior escassez de luz. Mas pra quem gosta do modo manual, esse aparelho não é recomendado, já que quase não há opções e o jeito é abusar do automático. A frontal possui 5 MP e também traz um flash para auxiliar as selfies.

Com o novato, a quantidade de megapixels caiu. Agora são 13 MP, mas a abertura de f/1.8 permite cliques mais apurados e estáveis (também traz OIS). O flash duplo também entrega melhor equilíbrio nas cores e as fotografias apresentam ótima qualidade. Mas é no Modo Profissional que o usuário mais saudosista vai se divertir, já que é possível ajustar exposição, ISO, velocidade do obturador, balanço de branco e foco. A frontal possui 5 MP e oferece um flash para melhorar a qualidade das selfies.

Bateria

Se a decisão ficar apenas por esse quesito, então o Moto Z ganha de lavada. Isso porque além da carga de 2600 mAh, o Snap de bateria oferece mais 2220 mAh de autonomia, permitindo chegar ao fim dos testes com 60%. Já o Moto X Style possui 3000 mAh e terminou todos os testes com apenas 3%.

A vantagem, nos dois casos, é a presença da tecnologia de carregamento rápido, que permite em até 1 hora e 30 minutos chegar aos 100% novamente.

Considerações finais

Ambos os smartphones são excelentes na execução de tarefas pesadas. Mas para quem já possui o Moto X Style, o upgrade é justificado graças a característica modular do Moto Z, que adiciona funções interessantes, além do kit básico ser o melhor custo/benefício da categoria de celulares topo de linha, já que traz em sua caixa um bumper e dois Moto Snaps (capinha e bateria), além do telefone, claro.

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