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Homefront - The Revolution: análise

Lançado em maio deste ano (2016), o game da Deep Silver é o segundo da franquia Homefront

  • Por: Guilherme Maradei Dogo Guilherme Maradei Dogo 07/10/2016
  • 07/10/2016

A narrativa do game pra lá de sombria e violenta é uma das principais cartas na manga de Homefront: the revolution. Com uma boa intro, o game promete prender o jogador até os minutos finais da campanha.

Será que ele consegue?

A história

O game narra a história de um mundo futurístico no qual a Coréia do Norte é dominante sobre os EUA por conta de uma crise econômica fortíssima e diversas guerras contra o terrorismo. Tudo começa nos anos 70 com a Apex Computers, uma empresa norte-coreana que é muito avançada em tecnologia comparada ao resto do mundo. Os EUA, então, passam a consumir todos os tipos de produtos que a Apex produz, tais como smartphones, tablets, computadores e por aí vai.

Depois de um tempo, a Apex passa a produzir também armas, o que interessa aos EUA para com as guerras contra o terrorismo. Acontece que em 2025, o dólar entra numa forte recessão, causando desemprego em massa e aumentando a dívida dos americanos com a Coréia do Norte. O governo americano, falido, dá o calote nos asiáticos, que ao saberem dessa situação, acionam um desligamento automático de todos os equipamentos de guerra no território americano, deixando o país totalmente desprotegido.

Logo em seguida, os norte-coreanos enviam as suas tropas, chamadas de EPC, para ajudar a reconstruir o país. Contudo, quatro anos depois, a tal ajuda da Coréia do Norte se tornou, na verdade, uma colonização, uma ditadura. Os norte-coreanos dominaram a mídia, a população e o território, dizendo que quem era contra o regime é terrorista e deveria ser eliminado.

Toda essa história é contada no ínicio do game, por meio de uma live action muito bem feita e que seduz os jogadores por meio desse roteiro - bastante americano, diga-se -, que vai permear o jogo até o final.

Os problemas do game

Você é Ethan Brady, um dos integrantes de uma célula dos rebeldes. Logo no ínicio, você conhece Walker, o símbolo dos rebeldes, que é preso pelas tropas da EPC. Sua missão, então, é mostrar para as pessoas, os civis, de que a revolução não está acabada.

O game tem 12 horas de duração, mas se você quiser chegar ao 100% pode chegar a 20 ou 25 horas. O jogo é do gênero tiro (claro) em primeira pessoa, de mundo (quase) aberto. Para mirar e atirar, Homefront traz uma particularidade muito interessante: você deve pressionar um terceiro botão para que Brady fime a mira e diminua o coice da arma, assim você consegue manter sua mira num mesmo ponto por mais tempo. Ao todo, são oito armas, o que é pouco, mas o realismo do tiro compensa essa característica, até para trocar de arma demora um pouco mais, por conta desse afinco em tentar ser mais realista.

O jogo é bem difícil, o personagem vai morrer diversas vezes, até porque a recuperação de Brady depende de kits médicos, que você pode comprar ao longo da jornada, dormir e o recovery automático, mas esse último não recupera totalmente seu HP.

O problema do game é que, mesmo com uma boa engine e um cenário propenso a ser muito bonito e bem feito, apresenta diversos bugs e lags que, às vezes são engraçados, e às vezes beiram o ódio. Tem diversos momentos que os personagens se embrenham, caminham sem sentido, te prendem na parede, enfim. Mas durante o gameplay, o jogo engasga, cenários demoram para carregar, e isso chega até a atrapalhar o jogador, é comum morrer por conta do de bugs.

Conclusão

O jogo é tão bugado que no fim, quando você zera a jornada, aparece uma mensagem do diretor do jogo pedindo desculpas. Talvez o lançamento do jogo tenha sido apressado demais, o que fez com que esses bugs tão amadores estejam presentes em quase todas as partes do jogo.

O que vale dizer é que, desde que ele foi lançado, já houve muitas melhorias, mas é difícil afirmar se essas serão suficientes para deixar o jogo redondo.

Homefront: The revolution poderia ser um dos grandes lançamentos, conta com uma boa história, boa trilha sonora, detalhes interessantes, mas deixa a desejar com erros bobos e lags irritantes, além de se perder no plot durante a campanha.

  • #game
  • #homefront the revolution
  • #PS4
  • #XboxOne

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