Buscapé
BuscapéNosso sistema detectou que você está usando um navegador desatualizado

Para uma melhor experiência usando o Buscapé, aconselhamos que atualize o seu navegador para a versão mais recente.
Agradecemos desde já sua compreensão.

FIFA 18 dificulta a vida de jogadores casuais, mas continua viciante como em anos anteriores

Lançado no dia 29 de setembro, game está disponível para PS4, Xbox One, PS3, Xbox 360, PC e Nintendo Switch

  • Por: João Henrique Furtado SilvaJoão Henrique Furtado Silva07/11/2017
  • 07/11/2017

Lançado no dia 29 de setembro para Playstation 4, Playstation 3, Xbox One, Xbox 360, PC e Nintendo Switch, o FIFA 18 chega com ligeiras correções em relação à geração anterior. O modo Ultimate Team continua viciante como sempre e deve atrair ainda mais jogadores à plataforma. Além disso, o novo game da série traz a segunda temporada do The Journey, que nos permite acompanhar a carreira do atleta Alex Hunter. Para conferir todos os detalhes sobre o game, como a jogabilidade, o visual e demais fatores, acompanhe os parágrafos a seguir.

JOGABILIDADE

Em termos de jogabilidade, não tivemos grandes alterações em relação à geração passada. Claro, para quem estava acostumado com o FIFA 17, a mecânica de jogo do FIFA 18 vai ser diferente, principalmente em termos de marcação e construção do ataque.

O primeiro ponto pode ser a grande dificuldade para os jogadores mais casuais. A impressão que temos é que a série FIFA está indo para um caminho no qual as marcações estão cada vez mais manuais. Isso, por consequência, traz diferenças marcantes entre jogadores mais acostumados com o game em relação àqueles que só jogam de vez em quando.

E isso não é necessariamente um ponto negativo. Nos últimos anos (com destaque para 2017), a EA fez um grande esforço para fazer crescer o cenário competitivo do FIFA (com destaque para a famosa Weekend League, do modo Ultimate Team). Com isso, é natural e esperado que os mecanismos de jogo passem de uma esfera mais automática para um universo mais manual.

Como dissemos, esse fator, por si só, não é negativo, mas é algo difícil de se acostumar. Em muitos casos, o zagueiro acaba não acompanhando um adversário que esteja se infiltrando ou não avança muito na marcação. Por isso, é necessário, a todo momento, pensar em uma marcação mais tática e menos dependente da inteligência artificial.

Os goleiros, por outro lado, são passíveis de muitas críticas. Os chutes, pelo menos na primeira versão do game (já que ele deve receber algumas atualizações), estão bem apelões e a qualidade dos goleiros não está das mais elogiáveis. Os frangos foram bem frequentes, assim como jogadores, que, mesmo sem muita postura, acabaram fazendo gols mentirosos.

Atualização: a EA Sports disponibilizou uma atualização do FIFA 18 no dia 03 de outubro. Com isso, alguns tipos de chute foram dificultados e a qualidade dos goleiros foi melhorada. No geral, o jogo ficou mais equilibrado. Também percebemos uma ligeira automatização da defesa, lembrando mais a mecânica do FIFA 17.

AMBIENTAÇÃO

O FIFA 17 ficou marcado por uma nova transição gráfica na série. Em comparação ao 16, o 17 trouxe novos elementos e uma construção mais bem trabalhada, graficamente falando. Movimentos ficaram mais reais, assim como toda a ambientação do estádio. No FIFA 18, isso pouco se alterou.

Ou seja, quem jogou o FIFA 17 não vai perceber tantas diferenças visuais. É certo que alguns movimentos de jogadores ficaram mais reais, mas nada tão marcante quanto na temporada passada. As torcidas, por outro lado, foram bem melhoradas. Aos poucos, a EA Sports vai construindo uma ambientação cada vez mais real de um estádio, mas, quanto à participação de torcidas, isso ainda parece ter um longo caminho (e trabalho) pela frente.

Digo isso porque, apesar das melhorias gráficas da torcida, a ambientação sonora é um calcanhar de Aquiles da série. No geral, as torcidas são bastante passivas em relação ao que está acontecendo em campo. Quando algum chute passa perto da trave, ou mesmo no momento do gol, a impressão que temos é que a comemoração é bem genérica, independente se você estiver jogando em Londres, em São Paulo ou em Tóquio.

Claro, a maioria das pessoas não se atentam a esse fato, mas, se estamos falando de um simulador de futebol, queremos uma ambientação completa de um experiência de se jogar em um estádio oficial.

ULTIMATE TEAM

Não há dúvidas que o modo Ultimate Team continua sendo o ponto mais forte da série FIFA como um todo. E a EA Sports fez questão de trazer elementos ainda mais fortes para diversificar os níveis de jogadores que estão presentes no cenário do Ultimate Team.

No FIFA 17, a produtora inseriu elementos novos para os jogadores. O de maior destaque foi a conhecida Weekend League, que criou um grande apelo no cenário. Basicamente, sua mecânica é a seguinte: cada jogador, durante o fim de semana (ou seja, sexta, sábado e domingo), possui um máximo de 40 partidas para serem disputadas com outros jogadores do campeonato. De acordo com o seu desempenho, as recompensas (seja packs ou coins) são maiores, assim como também abre a possibilidade de ingressar campeonatos presenciais da EA Sports. Por conta desses fatores, a adesão foi grande - assim como o nível de dificuldade -, já que grande parte dos jogadores em disputa são de alto nível.

Com isso, jogadores casuais de FIFA ou até mesmo aqueles que estavam se inserindo no universo do Ultimate Team podem ter se sentido um pouco excluídos do cenário. Por conta disso, a EA Sports trouxe o Squad Battles, um modo semanal no qual o adversário é o computador. A dificuldade da partida pode ser ajustado da mesma forma que jogos casuais offlines e, de acordo com o desempenho, você também recebe recompensas, que também são muito boas. Portanto, nesse aspecto, ponto positivo para a produtora.

Os Icons, que até a geração passada, eram exclusivos para o Xbox One (e eram chamados de Legends) também chegaram ao Playstation 4.

No geral, o Ultimate Team continua viciante como em anos anteriores. O sistema de entrosamento do time, assim como a mecânica de compra e venda de jogadores, não foi alterado. Portanto, quem já gostava da dinâmica do Ultimate Team vai continuar o acompanhando nessa nova temporada.

THE JOURNEY

É isso mesmo, amigos. Alex Hunter está de volta em sua segunda temporada no FIFA 18. Agora mais amadurecido, o atleta inglês continua com as mesmas premissas da geração passada, ou seja, você terá que controlar seu humor, suas atitudes, além de se esforçar para ter o melhor desempenho em suas partidas. A mecânica praticamente se manteve inalterada em relação ao ano passado, com questões comportamentais influenciando a relação de Hunter com o treinador ou mesmo os torcedores.

A grande questão, no entanto, é que o desempenho do atleta em campo acaba não criando grandes consequências na carreira de Hunter. Os diálogos, nesse caso, são o grande fator determinante para que o atleta siga um caminho ou outro.

Apesar disso tudo, The Journey continua com um grande apelo na série FIFA. A identificação com Alex Hunter continua como um ponto forte da história, assim como os vários elementos e tramas que envolvem a carreira do atleta. No fim, a jogabilidade com Alex Hunter é interessante, mas sua história inevitavelmente acaba atraindo a nossa atenção.

CONCLUSÃO

Para os amantes da série, o FIFA 18 segue fiel aos padrões visto nos últimos anos, mas com toques ainda mais desafiadores em termos de jogabilidade. A inserção de dribles complexos, sistemas de marcação mais manuais e finalizações específicas para cada situação nos dá a impressão de que o game é, de fato, difícil de ser dominado, mas com uma curva de aprendizado interessante e satisfatória.

Os modos de jogo continuam viciantes, como é o caso do Ultimate Team, mas, para quem quiser se aventurar com outras frentes, o modo carreira e o The Journey oferecem boas opções de jogabilidade.

  • #Fifa 18
  • #Review

Mat�rias Relacionadas