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Cuphead: um misto de nostalgia e desafio

Lançado para Xbox One e PC, o game está disponível em ambas as plataformas a partir de 29 de setembro

  • Por: João Henrique Furtado SilvaJoão Henrique Furtado Silva07/11/2017
  • 07/11/2017

Se você ouvir falar de Cuphead nos últimos tempos, é bem provável que você tenha escutado um dos seguintes comentários a respeito do game: ou que ele é uma obra-prima visual, ou que ele é um jogo muito difícil de ser jogado. Lançado no dia 29 de setembro para Xbox One e para PC, o game pode ser considerado uma união das duas experiências, tornando-se um desafio verdadeiramente prazeroso no universo dos games atuais.

História do jogo

A história do game é bem simples. Ela se inicia em um mundo mágico, no qual dois irmãos - Cuphead e Mugman - se aventuram em bosques próximos de onde vivem. Em uma dessas jornadas, eles acabam se deparando com um cassino, que possui como dono nada mais nada menos que o próprio Diabo. Após várias apostas - e vários sucessos por parte dos irmãos nessa empreitada -, o dono do cassino resolve fazer uma aposta final a Cuphead e Mugman. Caso eles tivessem um novo sucesso, todo o lucro da casa estaria em suas mãos. Do contrário, eles teriam de vender suas almas ao Diabo.

Obviamente tudo acaba dando errado, o que faz com que Cuphead e Mugman implorassem ao dono do cassino para que ele poupe suas almas. O Diabo, após isso, fez uma nova proposta. Os irmãos teriam que desbravar o mundo atrás daqueles que estão devendo a alma ao Diabo e, obviamente, derrotá-los.

Tudo isso nos é apresentado logo no início do jogo, por meio de livros que possuem um toque infantil, como aquelas edições que reúnem fábulas, por exemplo. Mas a história, por si só, não é muito diferenciada. Ela cumpre o seu papel, mas sem trazer reviravoltas ou fatores determinantes para alterar o andamento do game.

No fim das contas, nós temos, ao longo do game, apenas trechos de histórias que se desenvolvem com base nesse início do jogo.

Jogabilidade

Se você já andou o dia inteiro por aí com um sapato apertado, provavelmente sabe como é boa a sensação de tirá-lo no fim do dia, certo? Por mais estranha que possa parecer essa analogia, foi exatamente isso que eu senti durante a minha experiência com Cuphead.

Isso tudo porque a curva de aprendizado do game é muito gratificante. no começo, é bem provável que você sofra para pegar o tempo certo para acionar um ou outro comando, o que é bastante respeitado pelo nível que as fases apresentam ao longo do jogo. Ou seja, os primeiros chefões apresentam uma dificuldade desafiadora, mas que vai aumentando conforme você vai avançan

Os comandos do jogo são relativamente simples, mas contam com um ótimo tempo de resposta. Isso, na prática, faz com que todos os erros cometidos sejam exclusivamente culpa do jogador, o que é ótimo, principalmente em um jogo em que tempo é determinante para você morrer ou não.

O único comando que parece um pouco falho é conhecido como parry. Ele basicamente é um segundo pulo, que você deve acionar assim que ver um objeto rosa na tela. Com isso, um especial é automaticamente recarregado. Ao contrário dos outros comandos, o parry apresenta um tempo um pouco confuso de ser assimilado, o que muitas vezes pode acabar custando uma de suas vidas.

Visual

No começo deste review, falamos sobre os dois pontos que mais chamaram a atenção da maioria dos usuários: a dificuldade - sobre a qual já falamos - e a parte gráfica, que é o ponto mais notável desde que o game foi anunciado.

E, realmente, Cuphead é uma obra-prima nesse sentido. Todas as imagens são muito bem trabalhadas, assim como a construção dos personagens e dos cenários. A impressão que temos é que nada foi feito às pressas ou sem um cuidado especial nos detalhes. A fidelidade com os desenhos animados da década de 1930 foi bastante respeitada e as referências aparecem com frequência ao longo do jogo.

Como os próprios produtores do game relatam, Cuphead é um game focado na experiência de batalha contra chefes. E o resultado final disso, pelo menos na parte gráfica, é excelente. Nenhum chefe parece deslocado do contexto geral e, mesmo que alguns tenham elementos em 3D, não parece estranho ao visual como um todo.

Mas isso é apenas uma parte dessa experiência. A outra é coberta pela excelente trilha sonora feita para o game. Unindo o visual com as músicas de cada fase temos um produto completo e coerente, que se dialogam entre si a todo o momento.

Conclusão

Cuphead é um jogo que parece fugir dos padrões atuais. O grau de exigência exigido durante toda a sua jornada não é simples, e necessita um certo grau de desenvolvimento ao longo do jogo. E, por conta de uma ótima jogabilidade que o Cuphead oferece, toda a responsabilidade por esse desenvolvimento recai única e exclusivamente nos colos do jogador, o que é ótimo. E bastante desafiador.

Por conta desse desafio, acaba sendo estressante ficar um bom tempo à frente de um mesmo chefe, morrendo nos mesmos momentos e sofrendo com os mesmos desafios. No entanto, passar para a próxima fase é uma das sensações mais gratificantes dentro do jogo. No fim das contas, sentir que você realmente evoluiu após algum tempo de jogatina acaba nos dando um saldo final extremamente positivo.

Agora, será que Cuphead é o game indicado para você? Bom, se você procura um jogo que vai exigir paciência e habilidade para se desenvolver durante a jogatina, Cuphead pode ser uma grata e divertida escolha. Agora, se você prefere jogos mais tranquilos ou com histórias elaboradas e longas, talvez o game do Studio MDHR não seja a melhor das indicações.

  • #Cuphead
  • #Review

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