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OLED e Pontos Quânticos: as novas tecnologias das TVs

Entenda o que muda com as duas tecnologias e veja se vale a pena investir num modelo como esses

  • Por: Guilherme Maradei Dogo Guilherme Maradei Dogo 07/12/2016
  • 07/12/2016

O mercado de TVs vem passando por mais uma mudança em seus produtos. Depois do LCD, LED e Plasma, agora os televisores contam com novas tecnologias para melhorar a qualidade das imagens.

Pontos Quânticos

Na CES de 2016, a Samsung apresentou seus novos modelos com a tecnologia de pontos quânticos, ou os QD (sigla em inglês). Outras marcas, como a Sony em 2014 com o modelo W900A, já traziam essa mesma tecnologia. Porém, de lá para cá, algumas coisas mudaram e, atualmente, é mais comum encontrar televisores com QD com mais facilidade. Mas como isso funciona?

Diferente das TVs de LCD, que produz imagens a partir de um painel de LED, que ilumina cristais liquídos, os quais refletem, finalmente, as cores desejadas, num processo chamado retroiluminação. Já os QD são nanocristais - os chamados pontos quânticos - iluminados por um LED azul na parte traseira da TV. Eles são responsáveis por absorver a cor que os ilumina e refletir em milhares de outras, aumentando a gama de cores possíveis para o monitor. Explicando de uma forma bastante simples.

A exatidão da cor depende do tamanho dos nanocristais. Existem os menores (para as cores azuis), os médios (para cores verdes) e os maiores (para as cores vermelhas). Assim, quando o LED azul refletir nesses nanocristais, eles reproduzem as cores exatas.

Tá, mas isso faz muita diferença? Sim. É bastante perceptível especialmente se tratando de contraste e brilho comparando as TVs de LED tradicionais e as com QD. O preto das QD são bem mais fiéis, as cores mais vivas - uma vez que a gama de cores é bem maior - e o brilho das imagens é bem maior. É possível visualizar detalhes que em outros painéis ficam mais apagados.. Além disso, as TVs com QD gastam quase 30% a menos de energia que as de LED, já que as luzes não ficam ligadas o tempo todo.

OLED

Atualmente, poucas marcas se aventuraram no mundo das TVs OLED. Dentre as grandes, a LG foi a única que se dedicou mais a essa (ainda) pequena parcela do mercado de televisões. Mas esse cenário ainda pode mudar, já que a Philips, por exemplo, anuncionou na IFA de 2016 que também produzirá um modelo voltado para o mercado top de linha que conta com tecnologia OLED.

OLED, em poucas palavras, é a sigla dada ao termo Organic Light-Emitting Diode, ou Organic LED. E o que esse "O" a mais causa de tão diferente? Basicamente, ao contrário dos modelos tradicionais de LED, os painéis com tecnologia OLED não são retroiluminados por LED, mas contam com uma tecnologia própria na qual cada pixel da TV possui iluminação própria.

Vamos a um exemplo prático. Se tivermos uma cena mais escura, como um homem caminhando em um parque à noite, parte dessa imagem pede uma reprodução totalmente preta da cena. Como os painéis de OLED possuem pixels capazes de se desligar totalmente, esses televisores conseguem atingir níveis de preto que as tradicionais telas de LED não conseguem atingir. E esse fator também acaba diminuindo o consumo de energia da TV. Como nem todos os LEDs estão acesos ao mesmo tempo, a economia energética da TV acaba sendo maior.

Afinal, qual é o melhor?

Isso, na verdade, é bem relativo e depende, acima de tudo, de algumas questões econômicas. É fato que, atualmente, os painéis de OLED trazem a melhor qualidade do mercado, afinal, sua gama de cores é maior e os níveis de contraste derivados da maior escala de preto não são atingidos tanto pelas telas de LED quanto pelos modelos com pontos quânticos. Mas nem tudo é tão positivo assim.

Os preços também variam bastante e, atualmente, os televisores com tecnologia OLED definitivamente não são os mais acessíveis do mercado, o que torna os pontos quânticos mais sedutores para o consumidor final. Sua qualidade é também muito boa e acima das televisões com LED tradicionais, que, hoje em dia, ocupam grande parte do mercado.

Em outras palavras, os pontos quânticos parecem ser o próximo passo da indústria em termos de melhoria de qualidade de imagem e possuem um custo-benefício maior do que os televisores de OLED. Por isso, nos parece que os pontos quânticos possuem mais chances de atingir grande parte do mercado e se popularizar.

Mas, se dinheiro não é um problema para você, os televisores de OLED com certeza ainda vão lhe entregar o máximo de qualidade de imagem vista em televisores atuais

Afinal, qual é o melhor?

Isso, na verdade, é bem relativo e depende, acima de tudo, de algumas questões econômicas. É fato que, atualmente, os painéis de OLED trazem a melhor qualidade do mercado, afinal, sua gama de cores é maior e os níveis de contraste derivados da maior escala de preto não são atingidos tanto pelas telas de LED quanto pelos modelos com pontos quânticos. Mas nem tudo é tão positivo assim.

Os preços também variam bastante e, atualmente, os televisores com tecnologia OLED definitivamente não são os mais acessíveis do mercado, o que torna os pontos quânticos mais sedutores para o consumidor final. Sua qualidade é também muito boa e acima das televisões com LED tradicionais, que, hoje em dia, ocupam grande parte do mercado.

Em outras palavras, os pontos quânticos parecem ser o próximo passo da indústria em termos de melhoria de qualidade de imagem e possuem um custo-benefício maior do que os televisores de OLED. Por isso, nos parece que os pontos quânticos possuem mais chances de atingir grande parte do mercado e se popularizar.

Mas, se dinheiro não é um problema para você, os televisores de OLED com certeza ainda vão lhe entregar o máximo de qualidade de imagem vista em televisores atuais.

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