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O Brie é um dos mais famosos queijos franceses. Pertencente a uma família de queijos com 12 variedades, são considerados todos moles, mas devido a maturação, provoca a formação de uma crosta. Não há relatos históricos que comprovem seu surgimento, no entanto, sabemos que o Brie de Meaux entrou na história com Carlos Magno, que em 774, ao saborear um pedaço afirmou: "Acabo de descobrir um dos pratos mais deliciosos".
Ler dica completaDentro de suas propriedades de massa mais mole e sabores típicos e delicados, resolvi harmonizá-lo com alguns tipos de vinhos e uvas. Quando pensamos em harmonizar comida e vinho, precisamos analisar não só o prato, mas também os acompanhamentos.
O Brie combina muito bem com vinhos rosé combinado com geléias de frutas, pois fica com características de grande explosão de aromas de frutas vermelhas e concentração de açúcar. Se consumido sozinho, combina com tintos leves, como o Pinot Noir. Caso o queijo seja acompanhado de algo mais apimentado ou usado em um risoto, os vinhos tintos mais encorpados darão um toque especial.
Este é um vinho português da região do Alentejo produzido com dois tipos de uva: Aragonês e Syrah. Posso dizer que ele é vinho de personalidade que na taça exibe uma sensacional coloração rosa avermelhada cheia de vida. Tem olfato leve, jovial e refrescante com sabor de frutas vermelhas, em especial cereja e groselha. Tem um sutil toque adocicado e com notas florais. Na boca é fresco e com boa intensidade. Esse vinho é sedoso e guloso, não deixando espaço entre um gole e outro. Deve ser servido entre 10Cº e 12Cº.
Vinho chileno da região de Colchagua, ele é produzido com 3 tipos de uva: Cabernet Sauvignon, Malbec e Syrah. Esse rosé do Los Vascos é levemente prensado, preservando muito o frescor e provocando uma coloração que lembra um blush. Este vinho possui aromas frutados e é recomendado que seja bebido jovem. Deve ser servido entre 10Cº e 12Cº.
Vinho brasileiro produzido na região de São Joaquim. Lindo vinho feito com as melhores uvas da estação. É o chamado vinho de assemblage, ou seja, tem várias uvas na sua composição. Com uma garrafa diferenciada, é considerado um dos melhores rosés já produzido no Brasil. Sua coloração é rosa salmão, muito frutado, fresco e com leve toque mineral. Deve ser servido entre 10Cº e 12Cº.
Vinho chileno da região do Curicó produzido por uma das maiores vinícolas do Chile. Esse vinho tem 100% de Pinot Noir e é muito elegante, com aromas predominantes de morango e notas de madeira. Este fica mais de 12 meses em barril de carvalho e o que intensifica as notas amadeiradas, dando a ele uma intensidade não só de aroma, como também de sabor. Sua coloração é vermelha rubi brilhante. Deve ser servido de 16Cº a 18Cº
Vinho português da região do Alentejo produzido com as uvas tipicamente portuguesas: Aragonês, Trincadeira e Castelões. Essas uvas fazem dele um vinho com coloração intensa, com aromas típicos de frutas negras e especiarias. Este deve passar por barricas de carvalho por 18 meses, que dão ao vinho frescor, equilíbrio e elegante persistência. Deve ser servido de 16Cº a 18Cº.

Este prato é considerado uma das comidas mais conhecidas em todo o mundo. A lasanha à bolonhesa é feita com massa, carne moída e molho vermelho, também podendo ser acompanhada com molho branco, queijo mussarela e/ou parmesão, sem contar os temperos já conhecidos.
Ler dica completaQuando escolhi estes vinhos, pensei em vários tipos de tintos e de diversas regiões diferentes, porém todos com um conjunto de características comuns: são bem estruturados, com coloração intensa e aromas complexos, assim podem agradar a todos os tipos de paladar se combinados com o prato.
Este é um vinho argentino, da região de Mendoza, que é produzido com 100% de uva Syrah de alta qualidade. Com uma coloração intensa rubi, o Rutini possui aromas típicos argentinos, especiarias e notas de baunilha (essas vêm dos 18 a 24 meses que o vinho passa numa barrica de carvalho). É recomendado que ele seja aberto uma hora e meia antes de ser servido para que fique com o sabor ideal, equilibrado e macio. Sirva entre 16C° e 18C°.
Esse vinho é de uma safra muito boa, uma das melhores dos últimos 20 anos. É um vinho de coloração atijolada e castanha, com aromas persistentes e típicos da Espanha, como o tabaco, couro e mel. Por ser um vinho com certa idade, ele já está pronto para o consumo demonstrando muito equilíbrio e maciez. Deve ser servido entre 16C° e 18C°.
Este é um vinho brasileiro da região de Bento Gonçalves. Ele recebeu dois nomes porque é produzido a partir de 2 uvas, a Pinot Noir e a Shiraz, que juntas trazem uma coloração violeta intensa, e aromas de framboesa (mas não com grande intensidade). Na boca tem corpo médio. Deve ser servido entre 16C° e 18C°.
Este é um vinho argentino, também da região de Mendoza. Podemos classificá-lo como excelente custo/prazer. Ele é envelhecido por 9 meses e possui aromas ligeiramente amadeirados, de fácil harmonização. Sua coloração é um vermelho escuro intenso e brilhante. Combina bem com o inverno. Sirva entre 16C° e 18C°.
Este é um vinho italiano da região da Toscana. Antinori é um dos grandes produtores de vinho na Itália, produzindo um dos melhores vinhos do mundo. Este vinho especial é um assemblage, sendo que 55% dele é composto por Sangiovese, uma uva típica italiana. Ele possui coloração rubi, aromas de frutas vermelhas maduras, que na boca torna-se elegante com muita maciez. Combina com vários pratos. Deve ser servido entre 16C° e 18C°.

O salmão é bastante consumido por ser um peixe muito nutritivo, pois é fonte de Omega 3. Sua saborosa carne rosada pode ser servida de diversas maneiras, sendo cru, cozida, ao forno, grelhada e por aí vai!
Ler dica completaO nosso salmão grelhado é combinado com molho de limão e legumes ao vapor, por este motivo harmonizei com vinhos brancos e um espumante. O espumante é fresco e combina com o limão, que suaviza o gosto forte do peixe, porém também combina muito bem com quase todos os tipos de vinhos brancos. Recomento algumas opções de vinhos para ser servido com o prato.
Este espumante é um brut (seco) que traz frescor com ótima complexidade e é produzido por Ernesto Catena , filho do maior produtor da Argentina, Nicolás Zapata. Ele é produzido com 100% de uvas Chadornnay e perlage (bolhas) bem fina e delicada, com notas de fermentação. Sirva com temperatura entre 7C° e 9C°.
Este é um vinho português, da região do Alentejo. É produzido por assemblage de três uvas (Antão Vaz, Arinto, Roupeiro) e possui aromas delicados e cítricos com notas minerais e coloração amarelo ouro. Tem sabor suave, pouca concentração de açúcar e é muito harmonizado, não só no nariz como na boca. Sirva com temperatura entre 9C° e 12C°.
Este é um vinho Grego, da região de Dráma, que é nova na produção de vinhos na Grécia pois duas uvas se adaptaram bem, a Sauvignon Blanc e a Ungi Blanc. As duas formam um belo assemblage. Sua coloração amarelo dourado e seus aromas de chuva e de grama verde cortada são suas características principais. Na boca tem uma grande explosão de aromas e sabores, harmonizando muito bem com nosso salmão. Sirva entre 9C° e 12C°.
Este é um vinho chileno da região do Maipo (uma das maiores produtoras de vinhos no Chile). Sua composição é 100% Chardonnay e conta com uma coloração amarelo palha com reflexos de luz (para quem está iniciando no mundo do vinho isso significa um amarelo bem clarinho). Seus aromas são rápidos e ligeirinhos, não tendo uma persistência olfativa muito longa. Na boca o sabor de amêndoas e nozes predomina. Sirva com temperatura entre 9C° e 12C°.
Normalmente esse vinho é produzido com quase 100% de uma uva típica italiana chamada Trebbiano, mas no caso deste vinho foi feito um assemblage, pois além da Trebbiano, conta com as uvas Chardonnay e Cococciola. Este possui características próprias, como uma coloração intensa e aromas florais persistentes não só no nariz como também na boca. Deve ser servido entre 9C° e 12C°.